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Enfim, formada.

14 fev

Eu não tenho mais desculpas. Não tenho mais desculpas para não ir à academia, para não fazer aulas de inglês, para não visitar meus pais de vez em quando. Não tenho mais desculpas para negar convites de amigos no meio da semana, muito menos para deixar de atualizar o blog. Estou formada! E sem as aulas, TCC e tudo o que a vida acadêmica exige de nós, me sobra muito tempo.

Em vez de capuccino, tomamos champange neste dia!

É engraçado como não conseguimos nos acostumar com essa coisa de ter tempo. Os momentos de sossego, pelo menos no meu caso, costumam ser muito mais apavorantes do que os momentos de tensão. Também é apavorante essa sensação de vazio de estar formada. Mas, pera aí, acabou? E agora? É isso? A minha vida vai ser dormir e trabalhar? É estranho ver a vida das pessoas voltando ao normal enquanto a sua, por enquanto, está de pernas pro ar. E aí você anda pelas ruas e se depara com adolescentes com uniforme da escola. Entra no Facebook e vê seus amigos animados para o trote da faculdade. É estranhíssimo se sentir num eterno janeiro. É muito estranho de se adaptar a todas essas mudanças. Também é estranho aceitar que a vida mudou. E, claro, é bem estranho sentir-se aliviado, por um lado. Porque, por mais que você se forçasse, não conseguiria encarar mais um ano de faculdade. Parece que as coisas são feitas no tempo certo para acabar. Mas antes que esse post vire um discurso melancólico, vou falar rapidamente da minha formatura, no último sábado. 

Como disse uma pessoa especial, “quatro anos de faculdade resumidos em uma única festa”. A formatura foi, sem dúvida, mais uma dessas coisas estranhas, mas deliciosas. É engraçado o significado que esses rituais têm pra muitas pessoas. Independentemente da festa, estaria formada. Sem mimos e sem champanhe, é claro, mas formada. Mas, pelo menos no meu caso, ser humano hiper comum e piegas, esses rituais são importantes para a ficha cair. Pois é, a ficha caiu. E não existia lugar melhor para isso acontecer do que entre as pessoas que eu amo. Agora, resta viver dividida entre o sentimento de realização e o medo do insucesso; entre o medo de estar ficando velha e a certeza de ser nova demais. Mas, independentemente de todos esses dilemas, resta viver. Sem desculpas, formada e feliz.

Por Flávia Elisa

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